quinta-feira, 25 de maio de 2017

Descoberto acampamento usado por vikings para invadir a Inglaterra

Campo serviu como base temporária durante campanha no fim do século IX

Estabelecido em Torksey, nas margens do Rio Trent, no condado de Lincolnshire, ao Norte de Londres, milhares de homens, mulheres e crianças viveram em tendas no maior acampamento viking já descoberto na Inglaterra. De acordo com pesquisadores das universidades de Sheffield e York, responsáveis pelo achado, o local foi usado como base temporária durante a invasão da Inglaterra no século IX.

Os vikings já haviam invadido monastérios costeiros, mas retornavam à Escandinávia no inverno, mas no fim do século IX eles vieram em maior número e decidiram ficar — disse Julian Richards, do departamento de Arqueologia da Universidade de York. — Isso mandou uma mensagem clara de que agora eles planejavam não apenas saquear, mas controlar e conquistar.

Os vikings iniciaram suas incursões em terras inglesas no final do século VIII, mas apenas com saques a vilarejos e monastérios. Em 865, eles desembarcaram uma poderosa força militar no Norte da Inglaterra, e numa campanha que durou 14 anos conquistaram três dos quatro reinos existentes na época. O acampamento de Torksey serviu para abrigar essas forças, que ficaram conhecidas como o Grande Exército Viking.

Os restos arqueológicos revelaram que o acampamento não era apenas utilizado por guerreiros, mas também por mulheres e crianças. O local foi usado como posição defensiva e estratégica durante os meses de inverno, onde os vikings reparavam seus navios, derretiam o metal saqueado, produziam, realizavam trocas e se divertiam. Segundo Dawn Hadley, do departamento de Arqueologia da Universidade de Sheffield, o acampamento era maior que a maioria das cidades contemporâneas.

— Do que nós encontramos no local, nós sabemos que eles estavam consertando seus navios e derretendo ouro e prata saqueados para fazer lingotes, barras de metal usados para o comércio — disse a pesquisadora. — Detectores de metal também encontraram mais de 300 peças de chumbo de jogos, sugerindo que os vikings, incluindo mulheres e crianças, passavam muito tempo jogando para passar o tempo, esperando pela primavera e o início da próxima ofensiva.

Pesos usados por mercadores
vikings encontrados em Torksey
- Universidade de Sheffield

O acampamento de Torkey foi descrito em crônicas anglo-saxãs, mas a localização exata e a escala era tema de debate que durou anos, até agora. Com o uso de detectores de metais, os arqueólogos descobriram mais de mil artefatos, incluindo cerca de 300 moedas, sendo mais de cem delas moedas de prata árabes, que chegaram à região por rotas de comércio estabelecidas pelos vikings.


Foram encontrados mais de 50 fragmentos de prata, incluindo pedaços de broche e lingotes, além de fragmentos de ouro. Segundo essas evidências, os arqueólogos sugerem que esses itens estavam sendo processados no acampamento, cortados em pequenos pedaços para serem derretidos.

Por meio da análise do terreno, os pesquisadores determinaram que o acampamento ocupava área de 55 hectares, maior que a maioria das cidades da época, incluindo York. A topografia, com o Rio Trent a oeste e circundado por terrenos alagados, indica que o local foi escolhido por seu potencial defensivo.

As informações coletadas em campo foram utilizadas para recriar digitalmente o acampamento de Torksey. O material produzido pela Universidade de York está sendo exibido no Museu Yorkshire, numa experiência de realidade virtual.

As pesquisas foram usadas para criar as imagens mais realísticas do acampamento, baseadas em achados reais — disse Gareth Beale, do laboratório de Criatividade da Universidade de York.

Fonte: OGLOBO



segunda-feira, 8 de maio de 2017

O que diz o primeiro documento escrito da história

Na Antiguidade, acreditava-se que a escrita vinha dos deuses. Os gregos pensavam tê-la recebido de Prometeus. Os egípcios, de Tot, o deus do conhecimento. Para os sumérios, a deusa Inanna a havia roubado de Enki, o deus da sabedoria.

Mas à medida que essa visão perdia crédito, passou-se a investigar o que levou civilizações antigas a criar a escrita. Motivos religiosos ou artísticos? Ou teria sido para enviar mensagens a exércitos distantes?

O enigma ficou mais complexo em 1929, após o arqueólogo alemão Julius Jordan desenterrar uma vasta biblioteca de tábuas de argila com figuras abstratas, um tipo de escrita conhecida como "cuneiforme", com 5 mil anos de idade, mais antigas que exemplares semelhantes encontrados na China, no Egito e na América.

As tábuas estavam em Uruk, uma cidade mesopotâmica - e uma das primeiras do mundo - às margens do rio Eufrates, onde hoje fica o Iraque. Ali, desenvolveu-se uma escrita que nenhum especialista moderno conseguia decifrar. E o que diziam as tábuas?

Quebra-cabeça

Havia ainda em Uruk outro quebra-cabeça arqueológico que não parecia ter nenhuma relação com as escrituras: suas ruínas e de outras cidades da Mesopotâmia estavam repletas de pequenos objetos de argila, uns em formato de cone, outros, de esferas, e alguns, de cilindro.

Em seu diário, Jordan descreveu que esses objetos se pareciam com "itens cotidianos, como frascos, pães e animais". Para que serviam? Ninguém entendia, até a arqueóloga francesa Denise Schmandt-Besserat catalogar nos anos 1970 peças similares localizadas em toda a região, da Turquia ao Paquistão, algumas com até 9 mil anos de idade.

Uruk foi uma das primeiras cidades do mundo:
tinha ruas, lojas, casas e edifício de até
dez andares

Schmandt-Besserat concluiu que os objetos tinham um propósito simples: eram usados em um método de contagem por correspondência, ou seja, feito por meio da comparação entre grupos de objetos e suas quantidades.

Assim, peças com formato de pão poderiam ser usadas para contar pães; de jarra, para jarras; e assim por diante. Desta forma, não é preciso saber fazer uma contagem nem conhecer os números envolvidos, apenas verificar quantidades de cada grupo de itens e checar se são iguais.

A contagem por correspondência é inclusive mais antiga que Uruk. Com 20 mil anos de idade, o Osso de Ishango, fíbula de um babuíno encontrada próxima de uma nascente do rio Nilo na República Democrática do Congo, parece ter sido usado para contar fazendo marcas nele.

Mas as peças de Uruk eram mais avançadas, porque podiam ser usadas para contar quantidades diferentes, além de servir para somar e subtrair.

Na Antiguidade, acreditava-se que a
escrita era um presente divino

Artefato dos sumérios, que acreditavam que
a deusa Inanna roubara a escrita de Enki,
o deus da sabedoria

A economia de uma grande cidade como Uruk envolvia comércio, planejamento e arrecadação de impostos. Então, é possível imaginar os primeiros contadores da história, sentados na entrada de um armazém, usando peças com formato de pão para contar sacos de grãos que entravam e saíam.

Peças e tábuas

Mas Schmandt-Besserat notou outro aspecto revolucionário. As marcações abstratas nas tábuas cuneiformes coincidiam com as formas de diferentes peças.

Ninguém havia se dado conta da semelhança, porque a escrita não parecia representar nada. Mas Schmandt-Besserat entendeu o que havia ocorrido.

As tábuas tinham sido usadas para registrar o ir e vir das peças, que, por sua vez, registravam o trânsito de bens, como ovelhas, grãos e jarras de mel.

Assim, as primeiras tábuas podem ter sido feitas com impressões das próprias peças sobre a argila ainda mole. E os antigos contadores logo se deram conta de que seria mais simples fazer marcas nelas com uma lâmina.

Então, a escritura cuneiforme era uma símbolo estilizado de uma impressão de uma peça que representava um bem. Não surpreende que ninguém tenha feito tal conexão antes de Schmandt-Besserat.

Ela resolveu duas questões ao mesmo tempo. As tábuas de árgila adornadas com a primeira escrita abstrata do mundo não haviam sido usadas para escrever poesia ou enviar mensagens a lugares remotos. Foram empregadas para fazer contas - e também para elaborar os primeiros contratos.

Isso graças a uma combinação das peças e da escrita cuneiforme que permitiu criar uma ferramenta brilhante: uma bola oca de argila.

As partes externa e interna destas bolas de
argila serviam para registrar os termos
de um contrato

Na parte externa da bola, as partes envolvidas no contrato podiam escrever os detalhes do acordo. Dentro, colocava-se peças que representavam o contrato: a partir do que estava escrito do lado de fora, era possível checar a validade do que estava dentro.

Não se sabe quais eram as partes nestes contratos. Podiam ser dízimos religiosos para templos, impostos ou dívidas privadas. Mas as bolas serviam como ordens de compra e venda e tornaram possível a vida em sociedade em uma cidade complexa.

Trata-se de algo muito importante. A maioria das transações financeiras estão baseadas em contratos escritos: seguros, contas de banco, bônus do governo, acordos hipotecários. Tudo é registrado desta forma, e as bolas mesopotâmicas são a primeira evidência arqueológica de que contratos escritos existiam naquela época.

Números

O legado dos contatos de Uruk incluiu outra inovação. Em princípio, o sistema para registrar cinco ovelhas simplesmente requeria cinco impressões separadas para representá-las. Mas isso era trabalhoso.

Por isso, foi criado um novo sistema que incluía usar um símbolo abstrato para diferentes números: cinco linhas para o número cinco, um círculo para o número dez e três linhas para o número 23.

Os números sempre eram usados para se referir a uma quantidade de alguma coisa: não haviam "dez", apenas "dez ovelhas". Mas esse sistema era suficiente para registrar grandes quantidades, centenas e milhares.

Essa tábua é um recibo com registro de uma transação envolvendo gado

Um pedido de indenização por um ato de guerra de 4,4 mil anos atrás exigia, por exemplo, 4,5 bilhões de litros de grãos de cevada ou 8,94 "guru". Era um valor impagável, equivalente a 600 vezes a produção anual dos Estados Unidos hoje.

Foi desta forma que os cidadãos de Uruk resolveram um grande problema de qualquer economia moderna: como lidar uma rede de obrigações e planos de longo prazo entre pessoas que não se conheciam bem ou nem sequer se conheciam?

Para isso, criaram não só as primeiras contas e contratos, mas também os primórdios da matemática e da escrita. Então, escrever não foi um presente dos deuses, mas uma ferramenta desenvolvida por uma razão, gerenciar a economia! Será?.

Fonte: BBC

domingo, 30 de abril de 2017

Imagens esculpidas em pedra 13.000 anos atrás mostram impacto de cometa e mini Era do Gelo

Símbolos antigos esculpidos em pedra em um sítio arqueológico na Turquia contam a história de um impacto devastador que desencadeou uma mini Era do Gelo no nosso planeta, mais de 13.000 anos atrás.

A evidência, conhecida como Pedra do Abutre, sugere que vários fragmentos do cometa atingiram a Terra por volta de 11.000 a.C.

 



O impacto

As esculturas foram descobertas em Gobekli Tepe, um sítio arqueológico no sul da Turquia, que os especialistas acreditam agora que pode ter sido um antigo observatório.

Software de computador foi usado para combinar inscrições de animais – interpretados como símbolos astronômicos – a padrões de estrelas.

Os pesquisadores sugerem que o desastre ocorreu em 10.950 aC. Outras evidências encontradas em um núcleo de gelo na Groenlândia indicam um impacto aproximadamente no mesmo período.

Astrônomos antigos

“Parece que Gobekli Tepe foi, entre outras coisas, um observatório para monitorar o céu noturno”, disse o pesquisador Martin Sweatman, da Escola de Engenharia da Universidade de Edimburgo, na Escócia. “Um de seus pilares parece ter servido como um memorial para este evento devastador – provavelmente o pior dia da história desde o final da Idade do Gelo”.

As esculturas parecem ter permanecido importantes para Gobekli Tepe durante milênios, indicando um evento que teve um impacto muito sério e duradouro.

Uma série de símbolos na pedra sugerem que as mudanças de longo prazo no eixo de rotação da Terra foram registradas pelos primeiros astrônomos usando uma forma inicial de escrita.

A descoberta também apoia a teoria de que a Terra experimenta períodos em que impactos de cometa são mais prováveis, devido à órbita do planeta.

Fonte: NewScientist



Descoberta câmara secreta com suposta obra “perdida” de Michelangelo

Em 1975, Paolo Dal Poggetto, então diretor do museu da Capela dos Médici, em Florença, tropeçou em um tesouro renascentista. Enquanto procurava uma nova saída para os turistas, Dal Poggetto e seus colegas descobriram um alçapão escondido debaixo de um guarda-roupa perto da Nova Sacristia, uma câmara projetada para abrigar as tumbas ornamentadas dos governantes da família Médici. Abaixo do alçapão, os degraus de pedra levavam a uma sala cheia de carvão que, a princípio, parecia ser pouco mais do que um espaço para guardar coisas que não estavam sendo usadas.

Mas, nas paredes, como relata a “National Geographic”, Dal Poggetto e seus colegas encontraram desenhos que acreditam ser carvão e de giz feitos pelo famoso artista Michelangelo. Apesar de a sala estar fechada ao público para proteger a obra de arte, o fotógrafo Paolo Woods, da NatGeo, teve acesso permitido para registar os desenhos.

A obra de arte só está visível hoje porque Dal Poggetto não perdeu tempo quando entrou pela primeira vez na câmara. Como Florença é o lar de muitos dos grandes artistas renascentistas da história, ele suspeitava que algo valioso estivesse escondido embaixo das camadas de gesso. “Quando temos edifícios muito antigos, devemos prestar atenção”, diz Monica Bietti, sucessora de Dal Poggetto nas Capelas Médici, em entrevista à NatGeo.

Uma parede de câmara traz esses
esboços de pernas em várias poses.

O esboço de membros sentados parece ser
um estudo para a estátua de Giuliano
de Médici, que fica no túmulo do
governante na Nova Sacristia, acima
da câmara escondida.

Camadas de história

Sob a direção de Dal Poggetto, os especialistas passaram semanas removendo meticulosamente o gesso com bisturis. Eventualmente, foram surgindo dezenas de desenhos, muitos deles reminiscentes de grandes obras de Michelangelo – incluindo o de uma escultura de mármore que adorna o túmulo de Giuliano de Médici na Nova Sacristia, logo acima da sala secreta, que também é de autoria do artista.

Dal Poggetto concluiu que o artista encontrou abrigo na câmara secreta durante aproximadamente dois meses em 1530 para se esconder da família Médici. Uma revolta popular havia enviado os governantes Médici da cidade para o exílio em 1527, e, apesar de terem sido mecenas de sua obra no passado, Michelangelo tinha traído a família, colaborando com outros florentinos contra o governo.

Um dos esboços de câmara parece ser uma
imagem espelhada de um desenho de
Michelangelo de Leda e o cisne, uma
história popular da mitologia grega.
Com seu retorno ao poder alguns anos depois,
a vida do artista de 55 anos estava em
perigo. “Naturalmente, Michelangelo
estava com medo”, conta Bietti,
“e decidiu ficar na sala”.

Bietti suspeita que Michelangelo passou estas semanas fazendo um balanço de sua vida e sua arte. Os desenhos nas paredes representam obras que ele pretendia terminar, bem como obras-primas que completou anos antes, incluindo um detalhe da estátua de David (terminada em 1504) e figuras da Capela Sistina (inaugurada em 1512). “Ele era um gênio. O que ele pode fazer lá [na sala]? Apenas desenhar”, aponta a atual diretora das Capelas de Médici.
Origem incerta

Como com qualquer arte sem assinatura e com séculos de idade, é impossível confirmar a origem dos desenhos com certeza absoluta. O consenso parece ser que alguns dos desenhos nas paredes são amadores demais para serem de Michelangelo. Mas a autoria do resto deles continua a ser uma questão de opinião.

Um esboço de uma forma masculina tem
semelhanças com um posterior desenho
a giz da Ressurreição de Cristo.


Após a descoberta de 1975, uma autoridade renomada da arte renascentista afirmou que a coleção de esboços seria um dos maiores achados artísticos do século XX. Mas William Wallace, um estudioso de Michelangelo na Universidade de Washington em St. Louis, é mais cético.

Wallace acredita que Michelangelo era proeminente demais para ter se escondido na sala e, ao invés disso, teria recebido abrigo de um de seus outros benfeitores. Ele também suspeita que os desenhos foram concluídos mais cedo, em algum momento da década de 1520, quando Michelangelo e seus muitos assistentes teriam tido uma folga de assentar tijolos e cortar mármore para a Nova Sacristia, que estavam construindo logo acima.

O estudioso acha que vários dos desenhos podem ser originais de Michelangelo, mas outros tinham, provavelmente, sido feitos ​​pelos trabalhadores, que estariam tentando resolver dilemas artísticos ou que simplesmente se divertindo em suas folgas. “Separar um do outro é quase impossível”, diz.

Este esboço lembra a pose característica
da estátua de Apolo-Davi, um trabalho
inacabado atribuído a Michelangelo.

Ainda assim, ele acrescenta que o mistério de quem elaborou os desenhos não tira seu valor ou a importância da descoberta. “Estar nessa sala é empolgante. Você se sente privilegiado. Você se sente mais próximo do processo de trabalho de um mestre e seus alunos e assistentes”, relata. “Esta é uma pessoa que tinha capacidade infinita. Ele viveu até os 89 anos e nunca parou de melhorar”.

Fonte: National Geographic



8 Descobertas Arqueológicas Históricas

Todos os anos, nosso conhecimento sobre o passado da humanidade melhora um pouco. 2016 não foi diferente. Os cientistas fizeram várias descobertas e revelações que nos ajudaram a entender melhor (e, em alguns casos, alteraram drasticamente) nossa história. Veja quais são as 8 descobertas arqueológicas mais surpreendentes. 

1 – Cerveja na China

 

Sabemos há algum tempo que os chineses antigos desfrutavam de uma bebida devido à
evidência de bebidas fermentadas derivadas de arroz encontradas em um local de 9.000 anos de idade na província de Henan. No entanto, em 2016, descobrimos que os chineses também eram amantes da cerveja. Os arqueólogos que escavam a província de Shaanxi encontraram equipamentos de fabricação de cerveja que datam de 3400 a 2900 a.C.


Isso marca a primeira evidência direta de cerveja sendo feita na China. O resíduo encontrado nos recipientes revelou também os ingredientes da cerveja ancestral. Eles incluem lírio, uma planta com o nome científico de Panicum miliaceum, um grão chamado de Lágrima de Nossa Senhora e cevada.
A presença de cevada foi especialmente surpreendente, pois jogou para trás a chegada dela na China em 1.000 anos. De acordo com a evidência atual, os chineses antigos usavam a cevada para a cerveja séculos antes de usá-la como alimento.

 

2 – O punhal extraterrestre de Tutancâmon

 


Em meados de 2016, os cientistas foram capazes de encerrar um mistério que vinha desconcertando arqueólogos desde que Howard Carter encontrou o túmulo do faraó Tutancâmon em 1922. Entre os muitos itens enterrados com o jovem faraó estava uma adaga feita de ferro. Isto era incomum porque a ferragem no Egito 3.300 anos atrás era incrivelmente rara e o punhal não havia oxidado.

Um exame com um espectrômetro de fluorescência de raios X revelou que o metal usado para a adaga era de origem extraterrestre. Os altos níveis de cobalto e níquel correspondem aos de meteoritos conhecidos recuperados do Mar Vermelho.

Outro artefato de ferro do antigo Egito foi testado em 2013 e também foi feito usando fragmentos de meteorito. Arqueólogos suspeitavam deste resultado devido a textos antigos que faziam referência a um “ferro do céu”. Agora eles acreditam que outros itens recuperados do túmulo do faraó também foram feitos usando ferro de meteorito.

 

3 – Burocracia Grega

 

A antiga cidade de Teos, na Turquia moderna, tem sido uma bênção arqueológica, já que
centenas de estelas (pedras com esculturas ou textos antigos) foram recuperadas do local. Uma Estela incrivelmente intacta possui 58 linhas legíveis que representam um contrato de arrendamento de 2.200 anos. Isso nos mostra que a burocracia já fazia parte da sociedade grega antiga.

O documento descreve um grupo de estudantes que herdou um pedaço de terra (com edifícios, altar e escravos) e, em seguida, o alugou em um leilão. O documento oficial também menciona um fiador (neste caso, o pai do locatário) e testemunhas da administração da cidade.

Os proprietários mantiveram o privilégio de usar a terra três dias por ano, bem como inspeções anuais para garantir que os inquilinos não danificariam a propriedade. Na verdade, metade do acordo lida com várias punições por danos ou não pagamento do aluguel.

 

4 – Desenterrando uma língua morta

 

Embora não tenha sido usado por quase 2.000 anos, o etrusco continua a ser uma das línguas mortas mais intrigantes. Ela teve uma grande influência sobre o latim, que, por sua vez, influenciou muitas línguas europeias que ainda hoje falamos. No entanto, amostras de textos etruscos de qualquer comprimento significativo são poucos e diferentes entre si. Mesmo assim, em 2016, os arqueólogos descobriram uma Estela de 1,2 metros inscrita em etrusco.

A laje de pedra de 2.500 anos de idade foi encontrada na escavação um templo na Toscana, na Itália. Ela estava bem preservada porque foi reutilizada como base para o templo. Coincidentemente, outro importante artefato etrusco, o Livro de Linho de Zagreb, também foi preservado por ser reutilizado como invólucro de uma múmia.
 
Apesar de sua condição, a Estela ainda apresentava lascas e abrasões. Assim, os estudiosos querem limpar e preservá-la completamente antes de tentar lê-la. Eles suspeitam que o texto seja religioso e nos fornecerá uma nova visão da religião etrusca.

 

5 – O Bisão de Higgs

 

Este ano, uma nova espécie animal foi descoberta usando um método único – arte
rupestre. Os pesquisadores estudaram pinturas de cavernas em Lascaux e Perguset e notaram várias mudanças entre o bisão pintado há 20.000 anos e os pintados 5.000 anos depois. As mudanças incluíram diferentes tipos de corpo e chifres distintos.

Enquanto as pinturas anteriores lembravam o Bisão da Estepe, os cientistas acreditam que os desenhos mais recentes retratavam uma espécie inteiramente diferente. Para confirmar sua hipótese, eles examinaram a evidência de DNA de ossos e dentes de bisão que foram recuperados de vários locais em toda a Europa.

Estes ossos e dentes se originaram entre 22.000 e 12.000 anos atrás. Os cientistas concluíram que, de fato, o bisão posterior era uma espécie nova que descendia do Bisão da Estepe e dos auroques.

A nova revelação encerra uma década de confusão em relação ao sequenciamento do genoma do Bisão da Estepe, que às vezes tinha seções fora do lugar. A recém-encontrada espécie foi nomeada Bisão de Higgs.

 

6 – Primeiras pessoas destras

 

Um novo estudo publicado no Journal of Human Evolution registra a primeira ocorrência de destros em ancestrais humanos – e não é no Homo sapiens. O paleoantropólogo David Frayer encontrou evidências desse fenômeno no Homo habilis de 1,8 milhões de anos atrás.

O estudo analisou fósseis de dentes do Homo habilis e encontrou arranhões que eram indicativos do uso de ferramentas com a mão direita. Frayer e sua equipe tentaram recriar o comportamento destes hominídeos. As conclusões são que os sujeitos modernos segurariam a carne com a boca e as mãos esquerdas enquanto usavam suas mãos direitas para rasgar o alimento usando ferramentas de pedra. Os arranhões deixados na boca eram semelhantes aos encontrados nos fósseis.

Embora nem todos concordem com os métodos de Frayer, o mais significativo aqui é a mera existência do domínio da mão no Homo habilis. Essa característica ainda é mal compreendida nos seres humanos modernos, e parece ser muito mais antiga do que pensávamos anteriormente. Estudos mais aprofundados podem ajudar a explicar esse fenômeno e fornecer uma nova visão sobre a evolução do cérebro humano.

 

7 – O novo ancestral misterioso da humanidade

 

Novas descobertas feitas na ilha indonésia de Sulawesi sugerem que o local poderia ter
sido habitado por um hominídeo ainda não determinado. Os arqueólogos descobriram centenas de ferramentas de pedra que têm pelo menos 118.000 anos de idade. Entretanto, todas as evidências indicam que os seres humanos modernos puseram o pé na ilha entre 50.000 e 60.000 anos atrás.
 
A existência de uma nova espécie hominídea é muito plausível. Sulawesi está localizada perto da ilha de Flores. Em 2003, os arqueólogos encontraram outro hominídeo lá chamado Homo floresiensis (os chamados “hobbits”) que evoluíram independentemente na ilha antes de sua extinção, há 50.000 anos.

Talvez este seja um novo antepassado em nosso cronograma evolutivo. Ou talvez o Homo floresiensis de alguma forma encontrou o caminho para a ilha vizinha. Ou seres humanos chegaram a Sulawesi muito mais cedo do que pensamos. Os arqueólogos agora estão escavando fósseis que lhes permitam saber com certeza o que aconteceu.


 

8 – A estrada da Cannabis

 


O pensamento atual diz que a China antiga era o lugar onde a cannabis foi usada pela primeira vez e cultivada, talvez, como uma colheita, aproximadamente 10.000 anos atrás. No entanto, a Universidade Livre de Berlim compilou recentemente uma base de dados de todas as evidências arqueológicas disponíveis de cannabis que mostra que a Europa Oriental e o Japão desenvolveram o consumo da erva na mesma época que a China.

Além disso, o uso de cannabis em toda a Eurásia ocidental permanece consistente ao longo dos anos, enquanto o registro é irregular na China, até que se intensifica na Idade do Bronze. Estudiosos especulam que a cannabis se tornou uma mercadoria comercializável por esta época e se espalhou por toda a Eurásia usando uma rede de comércio semelhante à icônica estrada da seda.

A hipótese é apoiada por outras culturas, como o trigo, que também se tornou mais amplamente disponível em torno do mesmo período. Estudiosos até identificaram a cultura nômade Yamnaya como os possíveis primeiros traficantes de drogas. De acordo com estudos de DNA, estes nômades percorriam essa rota naquela época.

Fonte: Link



domingo, 23 de abril de 2017

Os Dogons

Segundo as lendas desta tribo, seus ancestrais conviveram por anos junto a estes visitantes chamados de “Nommos”, eles eram “homens” que haviam vindo do espaço e estudando o universo mais especificamente, levando consideração as lendas dos dogons, o sistema solar Síriusera de onde os Nommos estavam vindo. Mas como uma tribo isolada saberia tanto sobre Sírius, sem instrumentos de observação de última geração? Esta história seria real?

Dogons e a estrela Sírius

Não se sabe muito mais sobre isso, o que se sabe é do estranho conhecimento sobre o sistema de Sírius, que só foi descoberto pelo homem moderno cerca de 250 anos após a invenção do telescópio. Para se ter uma ideia, os dogons tem o conhecimento sobre Síriustão detalhado que é comemorado a cada 50 anos sua mudança de ciclo. Logo, como um povo tão primitivo como os Dogon teriam um conhecimento que só foi totalmente desvendado no fim do século XX, há mais de 5 mil anos atrás? Não tem como saber ao certo, mas tudo indica que seus contos sejam reais, mesmo que isso possa parecer algum tipo de mito de uma sociedade ultrapassada, os conhecimentos dos Dogon ainda precisam ser estudados mais a fundo para nos ajudar a conhecer melhor o sistema de Sírius.

De onde vieram?

Segundo as gravuras, estes seres vieram da órbita Sírius B, o que se sabe hoje pela espectrografia é que este “planeta” já foi tomado pela água ou algum tipo de líquido a milhares de anos, será que os Nommos teriam fugido de lá?

Como eram esses extraterrestres?

De acordo com o povo Dogon, eles eram anfíbios de pele branca e olhos azuis, segundo eles seu planeta era praticamente todo tomado pela água salgada e neve.Segundo gravuras nas rochas, esta descrição combina muito com a descrição do povo Viking. Afinal de contas, este sim tinha um conhecimento avançado em astronomia, mas mesmo assim não conseguiria tantos detalhes sobre Sírius sem alguns equipamentos modernos.

O que pode ter acontecido?

Pode ser que isso seja só um monte de lendas e a tribo descobriu tudo isso ao acaso, como aconteceu diversas vezes com o ser humano, como por exemplo em 200 d.C. os chineses descobriram como controlar a catapora, raspando a casca das feridas e deixando elas ao sol e depois dando para os doentes inalarem, isso é inativar o vírus por radiação ultravioleta. Viu? O homem faz coisas impressionantes por mero acaso, quem sabe o povo Dogon conseguiu todo esse conhecimento pelo acaso.Vale lembrar que a tribo tem quase 10 mil anos, é tempo de sobra para que eles observassem com cuidado.

Dogons e A estrela Sírius 2

A teoria mais provável, é a de que os Aliens estiveram realmente em contato com os

Dogon, e trocaram informações, é plenamente possível, não conhecemos nem nosso planeta direito porque negar a existência de Aliens? O fato é que a tribo Dogon acredita nestes Nommos e os cultuam como deuses, suas alcunhas são”Os vigias”, “Mestres das águas” e “Salvadores” segundo eles, estes seres juraram retornar para buscar seus novos amigos terráqueos, já que notaram que sua falta de água era extrema. Desde então, a cada 50 anos, o novo ciclo de Sírius é comemorado e a espera só aumenta, segundo o xamã da tribo, o retorno se aproxima já que grandes mudanças mundiais estão por vir.

Vale frisar que a tribo Dogon é extremamente fechada para outras culturas, estas informações foram concedidas depois de muita negociação, tão fechada ao ponto que se fez necessário 3 tradutores para que a conversa fosse totalmente compreendidapor ambas as partes. Se isso é verdade, provavelmente ninguém irá ficar sabendo tão cedo. Se a nave que solta raios e fogo vai retornar? Provavelmente só iremos descobrir após a sua partida, mas que todo esse conhecimento e descrição de órbitas complexas é conhecida por uma tribo tão “primitiva” a 5 mil anos atrás é estranha, isso é.

Fonte:
http://mundooculto.net/



Complexo funerário cheio de múmias e estatuetas é desenterrado no Egito

Várias múmias e mais de mil figuras conhecidas como ushabti foram descobertas em um antigo cemitério localizado em Luxor, no Egito.

Uma equipe de arqueólogos do Ministério das Antiguidades egípcio descobriu o complexo funerário durante escavações recentes.

O local contém várias tumbas que foram originalmente construídas para um homem chamado Userhat, que foi um juiz em Luxor em algum momento durante o que os arqueólogos chamam de Novo Reino do Egito (1550-1070 aC).

Durante o período do Novo Reino, o Egito foi unificado, e na maior parte controlava uma grande quantidade de território no Oriente Médio e no Sudão moderno. Após o fim do Reino Novo, o complexo foi reaberto e mais múmias e enterros foram realizados na estrutura.

Ushabti

Os pesquisadores descobriram um labirinto de túneis e câmaras contendo restos humanos e de múmias. Em alguns casos, as cores nos caixões estavam bem preservadas, apesar da passagem de milênios.



Além disso, uma coleção de estatuetas ushabti esculpidas em faiança, terracota e madeira também foi desenterrada no complexo, bem como restos de vasos de barro.

Ushabti eram frequentemente enterradas com os mortos no Egito antigo. Os pesquisadores geralmente acreditam que ushabtis eram colocados ao lado dos mortos para que as estatuetas pudessem trabalhar para os falecidos na vida após a morte.

“Encontramos um grande número de ushabti, mais de 1.000 delas”, disse o ministro das Antiguidades do Egito, Khaled el-Enany, à Agência France-Presse.

Mais trabalho

As escavações ainda estão em andamento. Mais porções do local precisam ser analisadas.





Segundo o ministério egípcio, o complexo já desenterrado faz parte de um cemitério antigo maior, que hoje é frequentemente chamado de Dra ‘Abu el-Naga. 

Fonte: LiveScience

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A desconhecida lenda oriental sobre Jesus e seus descendentes japoneses

A aura de mistério sobre algumas passagens da história de Jesus Cristo não deixa de causar expectativas.

Apesar de tudo o que se sabe por meio da Bíblia e da história oficial da Igreja Católica, existem 20 de sua vida que não são mencionados em nenhum texto sagrado.

Há uma lenda japonesa que surpreende todos aqueles que a descobrem: de acordo com o mito, na década de 30, um grupo de arqueólogos japoneses encontrou uma série de manuscritos, hoje conhecidos como os Documentos Takenouchi. Neles, diz-se que Jesus chegou ao Japão, mais precisamente ao porto de Amanohashidate, quando tinha 21 anos.

Indo mais longe, os documentos afirmam que Jesus não morreu crucificado e que, em vez disso, teria enganado a todos. Segundo a lenda japonesa, o homem na cruz teria sido um suposto irmão, chamado Isukiri. Enquanto isso, Jesus teria viajado ao Japão, onde se casou, teve três filhos e morreu aos 106 anos.

A lenda é tão celebrada pela população local de Shingo, onde supostamente viveu Jesus, que existe até um túmulo onde estariam seus restos, um museu e um Festival de Cristo. A família Sawaguchi, dona histórica do terreno onde está a sepultura, possui olhos claros e uma estatura superior à média do lugar, características que trazem suspeitas com relação ao passado mestiço dos japoneses e do Messias.

Causando mais incerteza, os Documentos Takenouchi foram apreendidos e incendiados durante a Segunda Guerra Mundial.



Imagem: teriam descoberto o primeiro e único retrato de Jesus Cristo

Depois de séculos de investigações, o hsitoriador Ralph Ellis teria encontrado o primeiro retrato de Jesus Cristo, gravado em uma moeda de bronze do século I.

O objeto misterioso, que até hoje acreditava-se representar o Rei Manu do reino mesopotâmico Edesa, poderia mudar a história das bases do cristianismo.

Ellis assegurou que Manu e Jesus Cristo seriam a mesma pessoa, ou seja, na verdade a ideia anterior sobre o retrato não estaria errada. Além disso, de acordo com seus estudos, há uma quantidade absurda de similaridades entre a vida de ambos.


Vale destacar que os dois eram judeus de nazaré, nascidos no século I, e tidos como ameaça pelos romanos da época. Ainda, Jesus Cristo foi o único crucificado a levar uma coroa de espinhos, o que estabelece uma enorme relação com a terra do monarca. "A coroa tradicional dos monarcas de Edesa era, como se pode constatar nas moedas, uma coroa trançada de espinhos", afirmou Ellis.

Fonte:  The Mirror



Descoberta uma nova etapa na evolução humana

Fósseis revelam espécie que viveu 700 mil anos atrás e deu lugar aos primeiros humanos modernos.

Dois crânios de 100 mil anos de idade, descobertos em 2007 e 2014, em Xuchang, na província chinesa de Henan, indicam a possível existência de um ancestral humano moderno do qual não se tinha conhecimento até hoje.

O primeiro dos fósseis (conhecido como Xuchang I) é composto por 26 fragmentos, enquanto o segundo (Xuchang II) possui 16. Ambos compartilham características de diferentes espécies conhecidas: o osso occipital e a estrutura do labirinto do ouvido interno, semelhantes aos dos Neandertais euroasiáticos; um cérebro de maior tamanho e abóbodas cranianas com cristas na testa, como os últimos humanos arcaicos e os primeiros modernos; e uma caixa craniana achatada e larga em torno do crânio inferior, como os primeiros humanos da Eurásia.



Crânios achados na China.

A equipe internacional de arqueólogos, liderada por profissionais do Instituto do Patrimônio Cultural e Arqueológico de Henan, acredita que os fósseis encontrados corresponderiam a seres que viveram entre o Homem de Pequim (200 mil a 700 mil anos atrás) e os primeiros humanos modernos que habitaram o norte da China (aproximadamente 40 mil anos atrás), demonstrando a continuidade da evolução humana.

Fonte: Infobae



Um dos faraós mais importantes do Antigo Egito era uma mulher

Por séculos, Hatchepsut foi representada como um homem!

Hatchepsut governou o Egito de 1490 a.C. a 1468 a.C. Descobertas recentes do Instituto Arqueológico Alemão (DAI, na sigla original) confirmam que, na verdade, o faraó era uma mulher - e a que por mais tempo ficou no trono do Antigo Império egípcio.

A descoberta de vários blocos de pedra esculpida na ilha Elefantina,pertencentes a um edifício cuja construção foi ordenada pela faraó, revelam-na (diferentemente de outros documentos nos quais sua sexualidade é ambígua) com todos os seus atributos femininos.



Hatchepsut foi filha do faraó Tutmés I. Após a morte de seu pai, seu meio-irmão Tutmés II foi quem herdou o trono.  A jovem se casou com ele, que morreu precocemente.


Muitos grupos políticos da época alegaram que o filho de Tutmés II e uma concubina real deveriam suceder o faraó morto. Porém Hatchepsut preparou um golpe de estado que lhe permitiu governar o “Reino das Duas Terras” quando o menino ainda era tecnicamente o líder oficial.

A confirmação de que ela era uma faraó  lança luz sobre o poder oculto das mulheres na história antiga.

Fonte: Playground 


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