sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

10 IMPORTANTES DESCOBERTAS ARQUEOLÓGICAS EM 2011

Em 2011, tivemos descobertas arqueológicas que foram destaque no mundo inteiro. Algumas mais sérias, como um acampamento romano que pesquisadores alemães levaram 100 anos para descobrir. Mas outras que não levam muita fé, como um cineasta canadense que diz ter descoberto os pregos da crucificação de Jesus Cristo. Veja a seguir algumas das principais descobertas feitas neste ano.


1 - A praia de Preveli é um dos dois locais onde objetos foram encontrados



Arqueólogos encontraram evidências na ilha grega de Creta de que humanos já conseguiam navegar há pelo menos 130 mil anos. O anúncio da descoberta foi feito pelo Ministério da Cultura da Grécia. As informações são da agência AFP.

Segundo o ministério, os pesquisadores encontraram ferramentas de pedra e machados na ilha - que já era uma ilha na época, o que indica que os moradores do local tiveram que usar barcos para chegar a Creta.

As ferramentas foram encontradas em 2008 e 2009. Conforme o ministério, a descoberta indica que o ser humano era capaz de navegar "dezenas de milhares de anos" antes do estimado.

2 - Homem diz ter achado pregos usados na crucificação de Jesus



O cineasta canadense Simcha Jacobovici afirma em um novo documentário ter descoberto os pregos da crucificação de Jesus Cristo. Jacobovici, contudo, já enfrenta críticas de pesquisadores, que afirmam que o filme não passa de um golpe publicitário. As informações são do site do jornal britânico The Guardian.

"O que estamos trazendo ao mundo é o melhor argumento arqueológico já feito de que dois dos pregos da crucificação foram encontrados", diz o cineasta à agência Reuters. "Se eu tenho 100% de certeza de que são eles? Eu não tenho".

O filme Nails of the Cross (Pregos da Cruz, em tradução livre) sugere que as supostas relíquias foram encontradas na tumba do alto sacerdote Caifás que, de acordo com o Novo Testamento, enviou Jesus à morte ao entrega-lo aos romanos. Jacobovici recebeu a ajuda de um antropólogo, especialista em pesquisa de ossos antigos, durante a investigação.

O cineasta afirma que a história indica que os pregos encontrados foram usados na crucificação "e, como Caifás é a única associação com a crucificação de Jesus, (...) isso parece implicar que esses são os pregos".

A Autoridade de Antiguidades de Israel, que supervisionou a escavação da tumba, diz duvidar que no sítio foi enterrado Caifás e afirma que pregos são comumente encontrados nesse tipo de local. "Não há dúvida de que o talentoso diretor Simcha Jacobovici criou um interessante filme com um verdadeiro achado arqueológico em seu centro", disse um porta-voz da autoridade. "Mas a interpretação apresentada não tem base em achados arqueológicos ou de investigação."

3 - Arqueólogos descobrem ruínas de prédio público da época bizantina

Arqueólogos acreditam que as ruínas
encontradas sejam de uma igreja


Arqueólogos israelenses encontraram durante escavações na cidade histórica de Acre uma antiga estrutura que, segundo todos os indícios, trata-se do primeiro imóvel de uso público da época bizantina na Terra Santa (324 d.C. a 638 d.C.).

Anunciada no domingo pela Autoridade de Antiguidades de Israel, a descoberta data de aproximadamente 1,5 mil anos atrás, período que deixou inúmeras ruínas e artefatos perdidos por toda a Terra Santa, mas do qual até agora não se conhecia nenhum em Acre, cidade situada no litoral norte do país, próxima à fronteira com o Líbano.

"É possível que seja uma igreja", indicou em comunicado a arqueóloga Nurit Feig, diretora do projeto. Segundo ela, o prédio sofreu danos devido aos trabalhos de construção de um novo centro comercial, que não tinham sido coordenados com a Autoridade de Antiguidades de Israel. A legislação israelense exige que este organismo supervisione todo projeto de grande envergadura, especialmente em áreas sensíveis como a da jazida arqueológica de Tel Acre, onde foi achada a estrutura.

"Até agora, a cidade era conhecida pelas fontes cristãs que mencionavam como seu bispo participou da formulação da nova religião (cristianismo)", acrescentou Feig sobre o que ela chamou de "primeira evidência concreta no terreno" desse relato.

Do período bizantino, foram encontradas há anos em Acre residências privadas junto ao mar, mas até agora não se tinha encontrado nenhum imóvel público que ilustrasse a vida diária da sociedade da época. O solo de uma das salas do complexo descoberto neste fim de semana estava recoberto por um mosaico e, no pátio exterior, há um poço.

A cidade de Acre é mais conhecida por seu glorioso passado marcado pelas Cruzadas - do qual restam dois abrigos templários -, assim como por seu passado islâmico e turco, com imponentes mesquitas, recintos banho turco e até uma fortaleza mais recente.

O impressionante imóvel descoberto no domingo é feito de pedra, com ornamentações em mármore, o que, somado aos abundantes restos de azulejos, vasos de cerâmica e moedas, indica que se tratava de um lugar público e, talvez, sede do bispo da cidade em tempos bizantinos.

Fundada há cerca de 3,5 mil anos, a chamada "Akko" em hebraico e "Aqa" em árabe representa uma das cidades mais antigas da região e recebeu seu nome de Akko durante a terceira cruzada, no final do século XII, ficando para sempre ligada aos cavaleiros cristãos que lutaram na Terra Santa.

No entanto, textos cristãos muito antigos indicam que há séculos os bispos de Acre e Caesarea - outra cidade na costa mediterrânea em Israel, cerca de 50 km mais ao sul - costumavam participar de encontros internacionais que serviram para definir as primeiras doutrinas cristãs.

Segundo Feig, a escassez de ruínas bizantinas se deve às numerosas conquistas que a cidade sofreu nos séculos posteriores e à influência dessas outras culturas que foram ocupando-a.

Por sua localização estratégica e seu porto, Acre foi durante séculos um importante centro cosmopolita. Ruínas de todas as culturas que passaram pelo local podem ser facilmente observadas pelas ruas da parte antiga da cidade, declarada pela Unesco como Patrimônio da Humanidade em 2008.

Tal cosmopolitismo Acre herdava desde a época da Grécia Antiga, de quando também foram encontradas ruínas características do levante Mediterrâneo como ânforas da ilha de Rodes que levam o nome de seus governadores. Lugar mais sagrado da crença Bahai, a cidade se caracteriza atualmente pela diversidade social, com uma população mista judaico-árabe que, ao todo, chega a 46 mil pessoas.


4 - Arqueólogos acham 370 tumbas incas a 3,7 mil m de altitude



Arqueólogos peruanos começaram a catalogar 370 tumbas incas encontradas nos Andes a cerca de 3,7 mil m de altitude. Os pesquisadores dizem que há tumbas quadradas, circulares, muradas e que algumas estão em buracos ou sob pisos de pedra.

Especialistas afirmam que o sítio arqueológico tem entre 500 e 600 anos e que algumas das tumbas ainda contêm os restos mortais dos falecidos, dentro de cestas de vime.

"Os indivíduos tinham funerais característicos e as cestas eram feitas de acordo com o volume dos corpos ", afirmou Jorge Atauconcha, chefe do sítio arqueológico de Chumbivilcas.


5 - Arqueólogos acham ossuário da neta de Caifás em Israel



Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos.

A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade.

Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico - língua vernácula da região naquela época - a inscrição "Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri". "A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri", declararam os pesquisadores em comunicado.

A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos.

O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem.

Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.

6 - Restos de guerra de 2 mil anos são descobertos em Jerusalém

Espada de legionário romano foi
encontrada em túnel em Jerusalém

Arqueólogos afirmam ter descoberto artefatos de uma guerra que ocorreu em Jerusalém por volta de 70 d.C., quando os romanos dominavam a região. Os cientistas apresentaram uma espada de um legionário romano e uma bainha encontradas em um túnel. As informações são da agência AP.

A revolta contra Roma teria levado à destruição do Segundo Templo de Jerusalém e boa parte da cidade. Contos indicam que os judeus rebeldes fugiram para túneis em uma tentativa fracassada de fugir dos soldados.

Eli Shukron, da Autoridade de Antiguidades de Israel, afirma que foram descobertas ainda lamparinas, potes e uma chave de bronze. Ele acredita que boa parte dos itens foi deixada pelos rebeldes.


7 - Tesouro bizantino é achado em lamparina na Síria

Segundo a agência oficial de notícias
Sana, o tesouro é da época bizantina

Escavações do departamento de arqueologia da cidade de Tartus, na Síria, levaram à descoberta de objetos pertencentes a diversas épocas históricas. Entre os achados, os arqueólogos destacam 57 moedas de ouro que estavam dentro de uma lamparina de barro. As informações são da agência oficial de notícias Sana.

Segundo a agência, a lamparina foi encontrada quando os cientistas examinavam uma parede de 70 cm de profundidade. Os pesquisadores afirmam que as moedas de ouro são do período bizantino.

O departamento diz que foram encontrados ainda sepulturas, paredes e mosaicos durante as escavações.

8 - Arqueólogos egípcios encontram peças de mais de 2,5 mil anos

A descoberta data da época do faraó
Apries, da 26ª Dinastia (589-570 a.C.)

Uma equipe de arqueólogos egípcios descobriu uma esteira que data da época do faraó Apries, da 26ª Dinastia (589-570 a.C.), na província de Ismailiya, ao leste do Cairo, informou nesta terça-feira o Conselho Supremo de Antiguidades. A peça consta de duas partes de pedra arenosa que têm esculpidos em hieróglifos o nome do faraó Apries, quinto monarca da 26ª Dinastia, disse o secretário-geral da instituição, Mohammed Abdel Maqsud.

Em comunicado, o pesquisador afirmou que a descoberta da esteira, que tem várias inscrições em hieróglifos, aconteceu em uma jazida arqueológica situada no lado oeste do Canal de Suez. A equipe do Conselho Supremo de Antiguidades iniciou há três anos as escavações nessa jazida e já chegou a várias descobertas históricas.

O chefe do conselho lembrou que as descobertas arqueológicas na jazida comprovam que ela não era só uma antiga fortaleza militar de mercenários gregos, mas um assentamento egípcio que foi construído pelo faraó Psamético I, segundo rei da dinastia. Ele explicou que há dois anos foi descoberto um grande conjunto de armazéns na região, além de olaria de fabricação local e importada das ilhas do leste da Grécia, o que revela os prósperos laços comerciais que os egípcios mantiveram com os gregos.


9 - Arqueólogos mexicanos descobrem palácio maia de 2 mil anos

A construção é a mais antiga já
encontrada nesta região do México

Um grupo de especialistas descobriu um palácio maia com cerca de 2 mil anos de antiguidade no sítio arqueológico Plan de Ayutla, no estado mexicano de Chiapas, indica em comunicado o Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH). "A descoberta constitui a primeira evidência arquitetônica de uma ocupação tão avançada entre as antigas cidades maias da bacia do Alto Usumacinta (no município de Ocosingo)", diz a nota do INAH.

A instituição destacou que, nesse sítio arqueológico da selva Lacandona, foram encontradas evidências do palácio maia de princípios da nossa era, que deve ser aberto ao público no ano que vem. O diretor do projeto, Luis Alberto Martos, explicou que esta nova descoberta foi localizada em um pátio fundo situado na Acrópole norte do sítio arqueológico, que representa a primeira evidência de uma ocupação avançada entre 50 a.C. e 50 d.C., entre as antigas cidades maias no Alto Usumacinta.

Martos acrescentou que, até agora, as evidências mais antigas eram do ano 250 d.C., embora existissem restos cerâmicos de pelo menos um século antes. Segundo ele, o palácio descoberto está conformado "por quartos com muros de quase um metro de largura, cujas esquinas são arredondadas, um traço precoce da arquitetura maia".


10 - Após 100 anos, arqueólogos acham acampamento romano estratégico

Wolfgang Kirsch mostra moeda encontrada no
acampamento romano. Segundo especialista, arqueólogos
procuravam o local há mais de um século.

Nas margens do rio Lippe, na região alemã da Westfália, foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba.

Wolfgang Kirsch, diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), informou que os especialistas levaram mais de um século procurando este acampamento, que tem o tamanho de sete campos de futebol e está situado a 30 km da cidade de Dortmund, no oeste da Alemanha.

Dessa base, os soldados controlavam o rio Lippe, "uma das importantes regiões logísticas para os conquistadores romanos", disse Kirsch, que considerou a descoberta como "sensacional para a investigação da época romana em Westfália".

O acampamento estava localizado próximo de onde atualmente é a cidade de Olfen e era o único que faltava para ser descoberto dos cinco grandes assentamentos militares romanos na região, com funções de abastecimento e defesa.

Para conquistar as terras livres da antiga Germânia e avançar as fronteiras do Império até o rio Elba, as forças do imperador Augusto entraram no território a ser conquistado através do rio Lippe, usado como meio de transporte.

O último grande acampamento romano na região foi descoberto em 1968 perto de Paderborn. Desde então, as pesquisas arqueológicas se intensificaram para encontrar o assentamento próximo a Olfen.

"Era como buscar a peça de um quebra-cabeça", disse Kirsch, que comentou que o acampamento descoberto fecha a lacuna dos assentamentos romanos na região, separados entre si por cerca de 18 km, o que equivalia a um dia de caminhada de uma tropa de soldados armados com todos seus pertences.

Kirsch acrescentou que as primeiras pistas sobre a localização do acampamento surgiram há três anos, quando arqueólogos descobriram moedas de cobre em um campo e escavações de prova posteriores encontraram restos de cerâmica e de uma cerca de madeira.

O acampamento romano de Olfen foi supostamente construído no início da ocupação da Germânia na margem direita do rio Reno, na época das campanhas bélicas de Druso, na última década antes do começo de nossa era.


Fonte: BBC Brasil

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